20110212

FOTO POEMA - VEM SER FELIZ!!

Autoria Alma de Loba


Autoria Alma de Loba

ESSE TEU OLHAR!!!


Esse olhar que fala tanto.

Que calado grita tanto.

Que sorri de canto.

Esse olhar que busca tanto.

Que traduz espera.

Que não quer o pranto.

Que quer agora.

Esse olhar que amo tanto.

Que me promete tanto.

Ah! esse olhar... esse olhar...

Me chama tanto...!!!

Autoria Alma de Loba

20110203

NOITES DE CHUVA

Vento, vento, que venta e assobia lá fora

Vento que trás essa sensação de tristeza

Com a noite que chora em gotas caindo

Sem parar, chovendo, chovendo...

Dentro de mim, também chove,

Gotas de tristeza

Que inundam o coração

Que transbordam nos olhos

Sem controle, chorando, chorando...

Autoria Alma de Loba


20110130

FOTO POEMA - PASSOS NA AREIA

Essa dor que eu não esperava encontrar,

num dia como outro qualquer,

no acolhimento ao teu chamado.

Essa surpresa que se instalou em mim,

chocada com a tua emoção,

desvendada num repente, trazida

do que há muito se represava e arrebentou.

Esse sentimento que me envolveu,

e me remeteu ao tempo que ficou lá atrás.

E me vejo naquele instante,

em que na lágrima contida no canto dos olhos,

te dei adeus sem te olhar.

E posso sentir a minha dor,

saindo sorrateira do armário das lembranças,

se espalhando por todas as veias,

e me atingindo como um raio.

E percebi que dói em mim a tua ausência,

Doi em mim lembrar o teu sorriso,

Doi em mim os rastros que ficaram da tua saliva,

percorrendo os meus caminhos.

Dói em mim o toque dos teus dedos,

digitais inesquecíveis que permanecem.

E inexplicavelmente o medo

que sempre foi a razão do meu adeus, fugiu,

o perdi em algum momento dos meus muitos.

E ainda mais assustadoramente,

me vi a te estender a mão,

num convite de recomeço, de resgate.

E tenho dentro de mim, uma certeza que não tinha,

um contentamento novo e pleno

uma dor invertida de espera,

que não tento entender,

mas que me pertence,

um pouco mais a cada dia!!!

Autoria Alma de Loba

20110122

A VIDA É AGORA!!!


Tarde preguiçosa, tão mole, venta...
Sol la fora, tão quente, sente!
Eu aqui tão quieta, lenta...
A vida lá fora tão forte, tanta gente!!!

Tanta gente forte que não tenta.
Tanta gente triste, que só lamenta...
Tanta história que atormenta
Tanta espera e não se reinventa!!!

Se a Vida é agora.
Se nada dura para sempre.
Se tudo que se quer é sem demora!!!
Se a dor é como caixa de pandora...

Vivamos sem lamento!!!
Por que uma Vida sem dor,
É história sem cor...
Precisamos agora
Sem espera, sem demora...
Então que venha a Vida!!!
Autoria Alma de Loba

20101103

DIA DE FINADOS

Andei sobre um fio suspenso,

Tão fino que era quase ilusão...

Indo de um pólo ao outro,

Da esperança suicida,

Ao desânimo moribundo...

A alma transbordou em por quês??

Sem resposta e sem explicação...

E o inconformismo se transformou,

Na apatia que se instalou.

Preenchendo o cenário de puro abandono,

E olho num espelho turvo,

Onde as imagens ficam borradas,

E fora de foco,

E percebo que a poeira já se espalhou,

Pelas fotos amareladas cheias de bolor.

Cheiram a coisas velhas,

Largadas no passado que ficou.

Que fazem parte de uma história,

De sonhos, que não se concretizaram...

De projetos, que fracassaram!!!

Fecho então esse baú velho.

E largo dentro dele, uma parte de mim...

Que era minha, que brotou,

No precioso fogo da paixão!!

E jaz morta nas cinzas...

Na tristeza, que já não faz mais parte de mim...

Autoria Alma de Loba

20101022

Fiquei olhando para a borboleta maravilhada!!!
Como pode uma imagem tão delicada
ser assim criada???
Fiquei imaginando um coração batendo
no compasso de suas asas...
Fiquei sonhando que ela alçaria voo
e que ensinaria este louco coração a voar...
Ai parei e olhei para aquela mão estendida e
percebi, que ela possuia o coração!!!
E então fiquei triste, por que o pobre coração,
jamais aprenderia a voar, preso por amor...
E encantada percebi que apesar de tudo,
a linda borboleta ali permaneceu
incentivando o louco coração a aprender a SER LIVRE...
Autoria Alma de Loba

20101012

SONHOS DESFEITOS

Repentinamente me vi rodeada de lanças,

Afiadas, cortantes e me descobri prisioneira,

De um presente triste e amargo,

Cheio de enganos e sonhos desfeitos.

E olho para um passado tão próximo,

Onde havia um castelo de algodão doce,

E que se tornou um pesadelo onde se acorda gritando...

E assustada, sinto meu rosto molhado.

São lágrimas que sem querer, transbordaram,

São cheias de tristeza e mágoa,

São quentes e salgadas,

São amargas, como a derrota na batalha.

E percebo, que desaprendi a te amar cotidianamente,

a conta gotas, lentamente.

Não que fosse imperceptível, porém incontrolável.

Tentativas inúteis de consenso, tornaram tudo denso e cinza

Tão rapidamente frio e assustador que me perdi.

Mas uma certeza me envolve, irrevogável,

Que a esperança finalmente morreu...

Sepultada em uma gaveta vazia...

Autoria Alma de Loba